Prefeitura de São José de Ribamar resolve destinação final do lixo produzido no município

Medidas tomadas pela atual gestão ribamarense representam os primeiros passos concretos para o fim do famigerado “Lixão do Timbuba”

A prefeitura de São José de Ribamar deve resolver de forma definitiva no próximo dia 5 a destinação final do lixo coletado diariamente nos seus quase 400 mil km² de território, sendo grande parte dele totalmente urbano. De acordo com aviso publicado nos diários oficiais, do Município e da União, está marcado para o dia 5 de outubro a “Contratação de empresa especializada para execução de serviços de natureza contínua de manejo dos resíduos sólidos e limpeza pública”.

Terceiro maior município do Maranhão, em população, a questão da coleta dos resíduos sólidos e sua destinação final, se agravou nos últimos seis anos pela falta de uma solução definitiva por parte da gestão passada, que deixou de cumprir as exigências do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, cujos termos definia o ano de 2014 para que estados e municípios preparassem medidas que garantissem o destino adequado ao lixo que não pode ser reciclado, evitando a poluição do solo, do ar e, consequentemente, a situação degradante de vida dos catadores.

Em vez de apresentar solução para o problema, a prefeitura de São José de Ribamar, na gestão anterior, optou por travar uma luta na Justiça contra as inúmeras ações de autoria do Ministério Público, que exigia o cumprimento da Lei dos Resíduos Sólidos (12.305/ 20100). Vários TAC’s (Termos de Ajustamento de Conduta) foram descumpridos e diversas liminares foram alcançadas, adiando o cumprimento da legislação e a consequente solução para o problema que ganhou repercussão nacional, em virtude do lixão, localizado nas áreas do Canavieira, Timbuba e Pau Deitado, funcionar irregularmente, manter catadores atuando de forma desumana, além de expor a população da região a sérios problemas de saúde.

Desde o dia primeiro de janeiro, no entanto, a atual gestão ribamarense, sob o comando do prefeito Luis Fernando, tem tomado todas medidas para resolver definitivamente o problema e tirar de vez o município das páginas negativas do noticiário local, regional e nacional. Por meio de uma primeira licitação, realizada em julho, a prefeitura contratou espaço para destinação final do seu lixo no aterro sanitário de Rosário, da empresa Titara S/A.

E com a nova licitação, que acontecerá no dia 5, para contratação de empresa especializada na “execução de serviços de natureza contínua de manejo dos resíduos sólidos e limpeza pública”, a primeira parte do problema estará definitivamente resolvida.

De acordo com o prefeito Luis Fernando, ouvido pela reportagem, todos os serviços de coleta dos resíduos e seu transporte até Rosário estão contemplados nesta nova concorrência. “Após concluirmos esta nova etapa, partiremos para um novo momento do trato com o lixo produzido em São José de Ribamar, deixando de levá-lo para o lixão do Timbuba e posteriormente tratando de erradicar finalmente esse famigerado espaço que, de fato, tem gerado uma situação vexatória para a nossa cidade, mas que, já está com os dias contados”, garantiu o prefeito.

(Fonte: JORNAL PEQUENO)

As pesquisas e o mercado mostram que não há descolamento entre a política e a economia

A política e a análise política de vez em quando resvalam para o pensamento mágico, no qual a projeção do desejo substitui a realidade. A mais recente expressão disso é a teoria do descolamento entre a economia e a política. A primeira estaria em boa medida protegida das confusões e incertezas da segunda. Os números estariam aí para comprovar. Será?

Qual é a situação da política? Instabilidade micropolítica, mas razoável estabilidade macropolítica. A turbulência atinge sim Michel Temer. Mas, se prevalecer a, no momento, improvável hipótese de a Câmara dos Deputados determinar a saída dele, o governo ficará nas mãos de seu bloco político, que hoje traduz o poder de um bloco histórico pró-liberal na economia.

Com Temer, Maia ou qualquer outro, o governo prosseguiria as privatizações, renegociações tributárias etc, para cobrir despesas correntes e evitar o desastre no curto prazo. O sonho inicial do mercado era Temer equacionar a sustentabilidade de longo prazo da dívida, com uma forte reforma da previdência. Mas, também aqui, o ótimo é inimigo do bom.

Por isso, o mercado vai bem, apesar do noticiário político “trem fantasma”, um susto a cada curva. Mas, o que é “ir bem”? É essencialmente o reflexo da melhora da saúde e da lucratividade das empresas por ganhos expressivos de produtividade, sustentados essencialmente na ainda boa capacidade ociosa e no hoje gigantesco exército de mão de obra de reserva.

Se essa recuperação agrada às fontes tradicionais do jornalismo, não atende porém tanto assim ao desejo dos que o jornalismo costuma ouvir menos. Entre eles 1) os 13 milhões que procuram trabalho e não acham, 2) os que desistiram de procurar, 3) os que acharam, mas para ganhar bem menos e 3) os atingidos por cortes nas políticas públicas. E a todos esses acrescente-se suas famílias.

E temos então a segunda demonstração de não haver descolamento algum entre a economia e a macropolítica: as pesquisas de avaliação de governo e eleitorais. Para quem a economia vai bem, o governo é passável, apesar dos pesares. Para a maioria, nem pensar. E aí a intenção de voto mostra uma recomposição do bloco histórico que elegeu Lula/Dilma em 2006 e 2010.

Pouco a pouco, a má memória do segundo governo Dilma vai sendo diluída na esperança de ter de volta uma gestão baseada na expansão do emprego, do salário e do crédito. Os “de baixo” também têm pensamento mágico, e ele por enquanto garante a resiliência de Lula, apesar das dificuldades do ex-presidente com a Justiça e, portanto, com o noticiário.

Nesta nova fase, o antipetismo buscará refúgio no argumento de que o problema (a ameaça da volta do PT/esquerda) será resolvido com a inelegibilidade de Lula. Será? Nas pulverizadas projeções atuais, o bloco PT/esquerda tem potencial para colocar um nome no segundo turno. É o que diz por sinal o número dos que apoiariam um candidato de Lula.

Como esse quadro poderia ser revertido ou pelo menos amenizado? Um caminho proposto é a solução duvidosa de não apenas tirar Lula da eleição mas impedi-lo de fazer campanha. Mais seguro seria produzir um 2018 com forte expansão de emprego, renda e políticas públicas para os “de baixo”. Um novo 1994, atualizado. Por enquanto, não está visível. Quem sabe?

De tudo isso, fica o paralelo entre a recente história política brasileira e o front franco-alemão na Primeira Guerra Mundial. Muito canhão, muita bomba, muita arma química, muitas mortes. Quando a fumaça desce, os exércitos estão mais ou menos no mesmo lugar. Apesar do alarido e das baixas, os fatos ainda não produziram uma nova relação de forças.

Establishment

Na corrida tucana, desce Dória e sobe Alckmin. Os tucanos têm um desafio: deslocar Bolsonaro e Marina. Parece hoje algo complicado, mas talvez não seja tanto. Em condição normal de temperatura e pressão, o establishment tem gás para colocar um nome no segundo turno. Basta uma adequada campanha de demolição da concorrência.

Assim como o PT, o PSDB (ou algum derivado) terá base social na eleição. Nunca se deve subestimar isso.

(Fonte: www.alon.jor.br)

Após ameaçar blogueiros de processo em grupo de WhatsApp, secretário dá piti e… vaza do grupo!

É sempre assim. Basta esses os comunistas serem confrontados com a realidade dos fatos para logo ameaçarem os opositores de processo e partirem para intimidação, típico de gente de ideologia autoritária.

O secretário de Estado Clayton Noleto (Infraestrutura), deu demonstração de que inteligência emocional não é lá o seu forte. Explica-se.

Tudo começou quando este humilde blogueiro compartilhou num grupo de WhatsApp, ontem, um post do blog do jornalista Aquiles Emir intitulado “Obras do Mais Asfalto são executadas sem que sejam levados em conta os critérios mais simples de engenharia”, em que o colega denuncia “a falta de qualidade e má utilização de material e equipamentos para preparo da base que recebe a camada asfáltica”.

Pronto! Foi o suficiente para fazer o secretário responsável pela execução do programa Mais Asfalto perder as estribeiras, ameaçar de processo os blogueiros e deixar o grupo de WhatsApp formado basicamente por moradores da cidade de Imperatriz e Região.

A fúria do secretário foi tamanha que fez uso até colocações chulas como a de pedir que os blogueiros “retirassem a bunda da cadeira e fossem conhecer as obras do Mais Asfalto” (Rsrsrs).

É sempre assim. Basta esses os comunistas serem confrontados com a realidade dos fatos para logo ameaçarem os opositores de processo e partirem para intimidação, típico de gente de ideologia autoritária.

Ah, antes que esqueça: assim que Clayton Noleto vazou do grupo o seu chefe imediato, Márcio Jerry (Articulação Política e Comunicação), também vazou. 🙂

PS: Se você tiver fotos e/ou vídeos do “asfalto sonrisal” na sua cidade, envie para robertlobato2014@gmail.com e publicaremos na nossa página.

Lideranças veem quadro indefinido e criticam recuo no apoio à democracia

Via Folha de São Paulo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante sua caravana pelo Nordeste

Lideranças de partidos disseram neste domingo (1º) que os resultados da pesquisa Datafolha sobre a corrida presidencial ajudam a entender o atual momento, mas ainda esperam mudanças no quadro nos próximos meses.

A um ano da eleição de 2018, o levantamento mostrou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se mantém na frente, com vantagem significativa sobre os principais adversários. O petista tem pelo menos 35% das intenções de voto nos cenários testados.

Jair Bolsonaro (PSC) e Marina Silva (Rede) empatam em segundo lugar. O deputado federal oscila entre 16% e 17% e a ex-senadora varia entre 13% e 14% nos cenários com o ex-presidente no páreo.

Para a senadora e presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), a liderança de Lula mostra que “o povo brasileiro sabe o que quer e opta por quem olha pelos pobres”.

Ela diz que telefonou para Lula neste domingo e o cumprimentou pelo desempenho. “Ele está satisfeito”, relata.

“Grande parte da população sabe que ele é vítima, o vê como vítima de perseguição da Lava Jato e de parte da mídia”, afirma Gleisi a respeito das investigações sobre o petista.

O deputado federal Carlos Zarattini (SP), líder da bancada do partido na Câmara dos Deputados, concorda que o cenário é positivo para o PT, mas espera modificações até a eleição. Uma das variáveis está relacionada ao que ele considera a ausência de um candidato de centro direita.

Para ele, não apareceu um adversário competitivo que possa representar o governo atual, de Michel Temer (PMDB). O surgimento desse nome, segundo Zarattini, deve reduzir a intenção de voto em Bolsonaro.

“O [Geraldo] Alckmin em decadência, o Aécio [Neves] nem se fala, o [João] Doria é uma coisa que surgiu, mas não está colando”, diz. “O povo não esquece [Lula] e quer a volta dele.”

Segundo Gleisi, “há uma deficiência de construção de lideranças contra o Lula e também de outros projetos para o país”.

Condenado pelo juiz Sergio Moro, Lula corre o risco de ter que deixar a disputa, caso a decisão seja mantida pela segunda instância, o que também provocaria uma reorganização de forças. O partido não admite publicamente a hipótese de substituição do ex-presidente como candidato.

Presidente do PSDB no Estado de São Paulo, o deputado estadual Pedro Tobias diz que “gostaria que estivesse mais alto” o índice de intenções de voto em Alckmin, seu aliado.

O governador e o prefeito da capital, João Doria (PSDB), apresentam desempenho equivalente: têm 8% de preferência na disputa com Lula, Bolsonaro e Marina, segundo o levantamento.

“Mas a cada dia é um chumbo em cima do PSDB. Veja o caso do Aécio”, diz Tobias, referindo-se às denúncias contra o senador e ao afastamento dele do cargo.

Para o líder tucano, no entanto, o cenário deve melhorar. “O candidato nosso vai ser o Geraldo, porque o povo vota na estabilidade, na tolerância, não na loucura, no radicalismo, em Bolsonaro. Com toda a movimentação de Doria, ele esperava subir. Não deu.”

Doria tem viajado pelo país tentando aumentar seu grau de conhecimento e apostando que com isso poderá crescer nas pesquisas, mas isso até agora não aconteceu. Em entrevista à Folha neste domingo, o prefeito disse que 2018 está longe. “Sou candidato a continuar sendo prefeito de São Paulo”, afirmou.

O expressivo índice de intenções de voto em Lula, na opinião de Tobias, é algo inexplicável. “Tem que chamar alguém que faz tese de doutorado em psiquiatria para entender.”

COM TEMER

Aliados de Temer no Congresso atribuem a resiliência de Lula nas pesquisas ao eleitorado histórico que o apoia, situação que, afirmam, independe dos desdobramentos das investigações contra o ex-presidente.

“O eleitorado do Lula é muito firme, é uma faixa do eleitor que é dele, que ele ajudou com o Bolsa Família, principalmente no Nordeste. É o cara mais simples, do povão, que não está preocupado com o noticiário”, afirma o deputado Beto Mansur (PRB-SP), um dos principais aliados do presidente na Câmara.

Outro dos integrantes do bloco de defesa do peemedebista, Darcísio Perondi (PMDB-RS) diz que os cerca de 35% de intenção de voto em Lula reúnem “o eleitorado do PT”. Segundo ele, o cenário eleitoral do segundo semestre do ano que vem será muito diferente e refletirá a recuperação econômica que o governo espera para esse período.

Para o líder do DEM na Câmara, Efraim Filho (PB), a pesquisa do Datafolha mostra que Lula tem uma “militância muito consolidada”, mas ao mesmo tempo amarga uma rejeição bem alta (42%), “o que confirma a percepção de que a sociedade procura um novo nome”.

Sobre as consequências de eventual impedimento de Lula se candidatar caso seja condenado em segunda instância, aliados de Temer consideram que parte desse eleitorado irá migrar para uma candidatura de centro. “Uma coisa é certa: não migrará para a extrema direita, para Jair Bolsonaro, mas para o centro, e é aí que o DEM tem procurado se colocar, inclusive conversando com gente de fora da política”, diz Efraim.

Para Perondi, dificilmente o PMDB terá candidato, o que deve levar o governo a apoiar um nome do PSDB ou do PSD. “O que tem hoje é Doria, Alckmin e Meirelles. Hoje. Mas dificilmente aparecerá um novo nome.”

DEMOCRACIA X DITADURA

A queda no apoio da população à democracia mostrada na pesquisa é vista como preocupante pelas lideranças partidárias.

Segundo o Datafolha, o apreço do eleitorado por essa forma de governo diminuiu nos últimos anos: 56% das pessoas concordam com a noção de que a democracia é sempre melhor do que outras formas de governo, ante 66% em dezembro de 2014.

Por outro lado, 21% dos eleitores admitem a ideia de que em certas circunstâncias uma ditadura é melhor do que um regime democrático. O índice três anos atrás era de 15%.

Na avaliação dos dirigentes, a percepção dos entrevistados se deve ao que consideram ataques aos partidos e aos políticos.

“Criminalizaram a política, que é um dos sustentáculos da democracia”, diz Gleisi. “Isso é fruto da união de posicionamentos de setores mais reacionários da sociedade com parte da mídia e a Lava Jato.”

“Hoje os políticos são linchados como bandidos”, diz Tobias. “Mas isso [defender ditadura] é fim de mundo. Se precisar andar na rua para se manifestar contra, eu sou o primeiro a ir.”

“A mídia brasileira ataca diariamente o sistema político. Nunca dá uma notícia positiva. E a Lava Jato é a maior fonte de notícias, muitas vezes com informações e delações falsas”, afirma Zarattini.

O talento de Marco Aurélio D’Eça

Jornalista, blogueiro e editor de política de um dos principais jornais do Maranhão, D’Eça resolveu também exibir seu talento no mundo da ‘”Sétima Arte”.

Não posso afirmar que sou do círculo de amizade pessoal do jornalista e blogueiro Marco Aurélio D’Eça, mas não receio de assegurar que compartilhamos de uma admiração mútua.

D’Eça é daquele tipo de pessoa que você gosta ou odeia.

Geralmente não deixa boa impressão a quem o conhece à primeira vista. Mas, basta mais um pouco de convivência para chegar-se à conclusão de que se trata de uma pessoa do bem, inteligente, generosa e do coração do tamanho da comunidade do Coroado e adjacência.

Marco D’Eça não é apenas o que popularmente se chama de “gente boa”. Estamos falando de alguém multifacetado, talentoso tanto no exercício da sua profissão quanto em outras atividades desafiadoras que se colocar a executar.

Uma das coisas que mais admiro em Marco D’Eça é a sua inspiração empreendedora. Trata-se de um homem empreendedor por natureza, que impõe riscos e desafios a si. Não por acaso está próximo a inaugurar um empreendimento audacioso na periferia de São Luis: o Sarará Grill. Uma aposta no mundo empresarial que certamente tem tudo para ser um sucesso. E será!

Jornalista, blogueiro e editor de política de um dos principais jornais do Maranhão, D’Eça resolveu também exibir seu talento no mundo da ‘”Sétima Arte”.

Isso mesmo! O incansável Marco D’Eça agora transita com desenvoltura como cineastra estrelando como ator, diretor, produtor e autor do filme “Glamour-Glória e Tragédia”. Aliás, uma produção que conta a grife de famosos do cinema nacional como Carlão Limeira, Jorge Silpen e Luciano Baldan, produtor de “Carandiru”, “Bruna Surfistinha” e “Tainá”, dentre outros sucessos do cinema brasileiro.

Por todas essas suas qualidades pessoais e habilidades profissionais que Marco Aurélio D’Eça é admirado por amigos e mesmo por seus adversários, que têm que tirar o chapéu para essa personalidade, repito, multifacetada.

Sem falar no ótimo pai de família e marido apaixonado.

Esse é o Marco Aurélio D’Eça.

Esse é o cara de personalidade forte, marcante, do tipo: “ame-o ou deixe-o”.

Valeu, D’Eça!

1000 Dias de Desgoverno

Por Adriano Sarney*

O governo comunista completa hoje mil e quatro dias. A data nos faz lembrar da maior fraude eleitoral de todos os tempos. Com muitos retrocessos, principalmente nas áreas social e econômica, e sem nenhum avanço prático, a administração do PCdoB tenta sobreviver inventando conquistas e se vangloriando de iniciativas do governo federal e as deixadas pela gestão anterior. Enquanto travam lutas contra reinados imaginários, esqueceram-se do povo que clama por melhorias reais.

Nesse período, os comunistas já transferiram mais de R$ 500 milhões do bolso dos maranhenses para os cofres do estado por meio de aumento de impostos, multas e taxas, ao passo que R$ 425 milhões foram destinado a melhoramento e pavimentação asfáltica. Com efeito, tirar dinheiro do povo para colocar em asfalto eleitoreiro que não durará o próximo inverno é um dos muitos erros da atual administração. E o pior, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), os pobres pagam 44,5% mais impostos do que os ricos.

O mais importante índice do mundo para medir distribuição de renda, o Gini, apontou, em sua última edição publicada em 2016, que o governo do PCdoB aumentou a desigualdade no Maranhão. O índice passou de 0,49 na gestão passada para 0,51 no governo comunista. Houve aumento na concentração de renda, os ricos ficaram mais ricos e os pobres mais pobres. Outro índice, este mais famoso por ser repetido à exaustãot pelo governador do estado e seus seguidores, é o IDH. Em sua última edição, que mediu os avanços do Maranhão durante o governo passado, fomos um dos estados que mais melhorou o seu índice, ultrapassando o Pará e Alagoas nesse período. Entretanto, corremos agora o risco de perder posições para outros estados uma vez que a distribuição de renda e a atividade econômica tiveram significativas pioras no governo comunista. Enquanto o Maranhão crescia a 6% ao ano na gestão Roseana, acima da média nacional, no atual governo encolhe -4%, mais do que outros estados – então a culpa não é da crise econômica. Em suma, o tão propagado programa Mais IDH, minguou para o Menos IDH.

Mais de mil dias se passaram e o governo que recebeu R$2 bilhões em caixa do BNDES, centenas de obras em andamento (que ainda não conseguiu entregar), R$500 milhões da Repatriação do governo Temer, além de uma situação fiscal equilibrada, ainda aumentou impostos e contraiu mais de R$1 bilhão em novos empréstimos. Com tudo isso os comunistas ainda desvirtuaram a Lei de Incentivo a Cultura e a Lei de Incentivo ao Esporte, acabaram com os hospitais de 20 leitos do programa Saúde é Vida, assim como o benefício do Viva Luz que isentava os mais pobres da conta de energia.

Os números aqui revelados refletem a ampla fotografia do estado, captam a economia, a desigualdade, as prioridades distorcidas de um governo contraditório em suas palavras e ações. Os comunistas valorizam o debate que gira em torno de seus inimigos imaginários. Criticavam as empresas que prestavam serviços a governos passados, mas as contratam, falavam de uso de aviões ef helicópteros, de empregos comissionados, de secretários candidatos, de almoços e jantares no Palácio dos Leões para autoridades, de gastos em publicidade e diárias, de distribuição seletiva de emendas parlamentares, de escândalos a nível nacional. Mas agora se tornaram protagonistas do roteiro criado por eles para atingir seus adversários.

O resultado desse desgoverno não poderia ser outro senão 1004 dias de retrocessos.

*É economista, administrador e deputado estadual PV-MA

Wellington quer PF e MPF apurando malversação da verba do BNDES por Dino

Parlamentar solicitou investigação sobre o uso do dinheiro oriundo do banco de desenvolvimento no Mais Asfalto. Obras estão se deteriorando dias após ser entregues

Via Atual 7

O deputado estadual Wellington do Curso (PP) encaminhou ofício à Superintendência da Polícia Federal (PF) no Maranhão e ao Ministério Público Federal (MPF), na última quinta-feira 28, em que solicita a apuração da malversação do dinheiro oriundo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pelo governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

As investigações, segundo o progressista, devem ser feitas no âmbito do programa Mais Asfalto. Outros órgãos de controle e de fiscalização também devem ser acionados.

No documento, Wellington justifica o pedido apontando diversas obras de péssima qualidade que, com poucos dias de entregues, já estão se deteriorando. Registros de obras executadas pela Secretaria de Estado da Infraestrutura (Sinfra) nos municípios de Bequimão, Arari e Carolina, inaugurada recentemente, mas já tomadas por buracos e rachaduras, foram anexados na denúncia.

“É dinheiro público jogado fora em um asfalto de péssima qualidade evidenciado tanto na capital como no interior do estado. Algo tem que ser feito diante disso. Não é porque o serviço é público que pode ser feito de qualquer forma. Alguém precisa ser responsabilizado por esse crime”, ressalta Wellington.

O caso de desperdício de recursos públicos na rodovia MA-272, entre Barra do Corda e Fernando Falcão, que foi asfaltada com dois postes no meio da via, também faz parte da denúncia.

ELEIÇÕES 2018: Flávio Dino corre o risco de ficar isolado no palanque da reeleição

No seu palanque, talvez fique apenas o PDT e algumas poucas legendazinhas de aluguel.

Lógico que ainda é cedo, mas não se pode descartar a hipótese do governador Flávio Dino (PCdoB) fica completamente isolado nas eleições de 2018 quando concorrerá a um segundo mandato.

Existe a possibilidade de um cenário sombrio para o comunista em relação ao arco de alianças completamente diferente do que ocorreu em 2018. Senão vejamos.

O PSDB já é carta fora do baralho com a volta do senador Roberto Rocha ao ninho tucano, cuja filiação acontecerá em grande estilo na próxima quarta-feira, 4, em Brasília. A saída do PSDB das garras comunistas não é pouca coisa, pelo contrário, foi um duro golpe nos planos de manutenção do projeto de poder de Flávio Dino.

O PSB ainda está em disputa no plano nacional. De um lado o grupo capitaneado pelo atual presidente Carlos Siqueira, do outro a contraofensiva liderada pelo vice-governador de São Paulo, Márcio França. A confirmar a vitória do paulista no congresso nacional do partido, em março de 2018, já era o PSB no palaque de Flávio Dino!

O PPS é outra legenda que pode dar adeus ao palanque comunista em 2018.

Controlado pelo deputado federal Roberto Freire, que tem ódio histórico do PCdoB e está longe de morrer de amores por Flávio Dino, o PPS é aliado de primeira hora do governador Geraldo Alckmin, que deve ser o candidato do PSDB a presidente da República. Aliás, Freire só está deputado porque contou com a benevolência de Alckmin em ter chamado dos dois titulares do mandato na Câmara para o seu governo. Com Roberto Rocha candidato a governador, só sendo muito ingênuo para achar que o PPS estará com o PCdoB na eleição do ano que vem. Ah, e se pensam que a nossa irmã besta…

O PP é outro partido que passou a ser assediado de forma descarada pelo Palácio dos Leões. A partir de oferendas de toda espécie ao partido no estado, entre cargos e sinecuras, o partido, porém, é presidido pelo senador Ciro Nogueira, do Piauí, amigo de Roberto Rocha e que, inclusive, estará presente no ato de filiação do senador maranhense no PSDB, em Brasília. E se não estiver no palanque de Roberto em 2018, muito provavelmente estará no do PMDB. Podem anotar!

Será possível que alguém com o mínimo de juízo pode acreditar que o DEM, de Agripino Maia e Ronaldo Caiado, pode estar junto e misturado com o PCdoB? Nem no Maranhão ou qualquer outro estado! Se Roseana Sarney sair mesmo candidata é muito provável que o DEM esteja no seu palanque ou até mesmo do Roberto Rocha, mas no arco de aliança de Flávio Dino este blogueiro paga pra ver.

Outra legenda que pode criar uma dor de cabeça desgraçada para o projeto de reeleição de Flávio Dino é o PTB, presidido no Maranhão pelo experiente e talentoso Pedro Fernandes, mas que nacionalmente tem o anti-comunista, anti-petista e antiesquerdista radical Roberto Jefferson, que está afinadíssimo com o projeto “Geraldo Alckmin presidente-45”. Aliás, o polêmico político carioca está prestes a tomar uma decisão que pode colocar de vez o PTB fora do governo Flávio Dino, que hoje conta com a presença do jovem e promissor político, o vereador por São Luis, Pedro Lucas Fernandes.

Outro partido que poder sair da órbita dos comunistas é o PRB, presidido no estado pelo matreiro Cléber Verde. Há quem garanta que o destino do “10” é candidatura do grupo Sarney. A conferir.

E o PT? Bom, o petismo no Maranhão, como se sabe, é uma eterna incógnita.

Nenhuma liderança ou dirigente do PT maranhense consegue dar 100% de garantia sobre em qual palanque o partido do Lula estará nas eleições de 2018. Há uma tendência pró-Flávio Dino, mas tudo vai depender da conjuntura nacional. De forma que não está descartado nada em relação ao posicionamento político-eleitoral do PT nas próximas eleições.

O fato é que o governador Flávio Dino, como a sua extraordinária habilidade política, corre o sério risco de ficar completamente isolado em 2018.

No seu palanque, talvez, fique apenas o PDT e algumas poucas legendazinhas de aluguel.

Isso, no caso do PDT, se Weverton Rocha achar vantajoso, para os seus planos de virar senador da República, ficar grudado num “rei nu”.

A insatisfação

Desconfortável e às vezes angustiante, esse sentimento também pode nos ajudar a trazer soluções novas e a buscar conquistas que tragam mais sentido para nós

Eugenio Mussak, via Vida Simples

“OBRIGADO, estou satisfeito!” Essa frase, acompanhada de um meio sorriso e de mãos espalmadas em direção à outra pessoa, costuma ser usada quando, já saciados, recusamos mais comida que alguém está nos oferecendo. Estar satisfeito tem, então, o significado de não querer mais, de rechaçar uma oferta, de abrir mão da oportunidade de aumentar a posse de um bem. No caso, de mais comida, mesmo sabendo que essa satisfação será temporária. Analisemos melhor essa questão: ao recusar o segundo prato você está sinalizando que já comeu o suficiente ou que não quer comer mais? Pode parecer a mesma coisa, mas há uma diferença sutil entre as duas possibilidades. Talvez você não queira mais por já ter comido muito, uma vez que a comida estava deliciosa. Mas talvez você não queira mais porque não gostou. Dessa forma, o “estou satisfeito” pode ser sincero, ao sinalizar que seu corpo e seu prazer já foram convenientemente atendidos, ou pode ser apenas uma força de expressão, pois na verdade você está mesmo é insatisfeito com o que está recebendo e, portanto, não quer mais. Essa pequena reflexão nos leva a outra, ligada com a essência da satisfação em si mesma. O que seria isso? A satisfação é uma coisa boa a ser perseguida? A insatisfação é, necessariamente, ruim? O que significa estar satisfeito? Vejamos, pois. A palavra satisfação, de origem latina, integra dois conceitos em sua estrutura. Satis significa bastante, suficiente, ou em quantidade adequada. Facere tem o sentido de fazer, realizar, ou atingir um objetivo. A etimologia, que sempre nos socorre, coloca a satisfação em uma ótima perspectiva. Deixa claro que a satisfação não vem apenas com o que conseguimos, mas também com a maneira como conseguimos. Eu fico realmente satisfeito quando consigo o que desejo através de minha atitude em relação a meu objetivo. A verdadeira satisfação tem a ver, então, com movimento, com realização, com trabalho. Isso explica por que pouco valorizamos aquilo que conseguimos sem esforço, gratuitamente, como mero regalo da vida. Gostamos mesmo é do que conseguimos a partir de nossa intenção e de nossa ação. Estar satisfeito, por outro lado, pode colocá-lo em uma situação de imobilidade. Eu me movimento para alcançar o que desejo e, uma vez atingido o objetivo, tal movimento perde sentido, eu então paro e me acomodo. Pessoas satisfeitas correm o risco de estacionar na vida, pois já têm o que desejam, o que nos leva a outra discussão, que é nossa relação com o desejo. Uma das vertentes, com o amparo da filosofia, relaciona desejo com amor. A lógica é que amamos o que desejamos, o que coloca o amor como algo volátil, que desaparece após o obtermos. Mas vamos com calma, pois essa é apenas uma das vertentes do amor, o Erótico, o mais comum e primitivo. Os outros seriam o amor Philos, fraternal, e o Ágape, o mais elevado, o afetivo, universal e desprovido de interesses. O amor Erótico é o amor pela posse, pela conquista, e que vale não apenas para o amor por outra pessoa mas também pelas coisas, por tudo aquilo que desejamos obter e possuir. Ele, claro, encontra sua essência em Eros, cujo nascimento parece explicar tudo. Os deuses estavam reunidos nos domínios de Zeus, em festa, para comemorar o nascimento de Afrodite, que seria a deusa da Beleza. Havia música, alegria, comida e bebida, e entre os mais alegres estava Poros, o deus da Riqueza. Embriagado, saiu para os jardins de Zeus, buscando sossego e ar puro. Espiando pela janela estava Pênia, a deusa da Pobreza, magra, curvada e andrajosa. Ao ver Poros sair, teve a ideia de seduzi-lo e conseguiu que ele a fecundasse, pois queria ter um filho que, ao ser filho da riqueza, também fosse rico e poderoso. O filho gerado a partir dessa união furtiva recebeu o nome de Eros, que, ao crescer, transformou-se, ele mesmo, em um deus muito especial: o deus do Amor. O amor é, então, filho da riqueza e da pobreza. Por isso é satisfeito e insatisfeito ao mesmo tempo e oscila entre esses dois extremos o tempo todo, na busca incessante de sua completude, que nunca poderá ser atingida. Esse é um dos clássicos da mitologia grega, que, como sabemos, é muito rica em elementos que nos ajudam a entender a essência humana. Não por acaso, a mitologia foi uma das principais fontes de inspiração de Freud, especialmente quando ele se deparava com alguma lacuna teórica para explicar seus conceitos. O amor erótico seria, então, o amor do desejo, e este, como sabemos, se extermina quando se completa. Em outras palavras, só desejamos o que não temos, pois, quando obtemos o que desejávamos, perdemos a justificativa para o desejo. Pode parecer paradoxal, mas não é. Faz sentido e pertence à qualidade humana da insatisfação, que se, por um lado, é causa de ansiedade, por outro, é origem de progresso. Voltando à satisfação, vale lembrar o que disse o escritor Guimarães Rosa sobre o assunto: “O animal satisfeito dorme”, sintetizou. Nessa curta frase, o mineiro, aliás autor do longo Grande Sertão: Veredas, define a satisfação como um bem tão precioso, capaz de gerar serenidade, conforto e, como consequência, sono. Mas também alerta para o fato de que o animal que dorme torna-se vulnerável, uma vez que perde o estado de alerta, necessário à sobrevivência no ambiente perigoso da natureza. Devemos, então, viver insatisfeitos para nos mantermos vivos? Esse é um tema recorrente em ambientes empresariais, nas escolas de negócio, nas denúncias da imprensa sobre os desmandos políticos. A insatisfação – dizem – mobiliza, energiza as ações diversas, promove mudanças, conquistas e, consequentemente, realizações. Somos animais insatisfeitos por natureza, o que não apenas nos manteve vivos até aqui como promoveu nossa evolução e nosso progresso. A satisfação é um prazer provisório, transitório, e é também necessário. A insatisfação é desconfortável, às vezes angustiante, mas também é necessária, e é do movimento dessa gangorra que tiramos nossa essência. Era isso por hoje. Espero, sinceramente, que a satisfação gerada pelas ideias deste texto só dure até que surja a expectativa pelo próximo. Assim continuaremos juntos…

EUGENIO MUSSAK ama escrever, já se aprofundou em muita coisa, mas se diz insatisfeito com seus textos.

ELEIÇÕES 2018: Sem garantia de vitória, atual Diretório Nacional do PSB adia Congresso para março de 2018

Adiar o Congresso Nacional do PSB para o ano que vem pode ter sido um tiro no pé da atual direção do partido.

O Diretório Nacional do PSB decidiu, na terça-feira (26), pelo adiamento do Congresso Nacional do partido, com a consequente prorrogação dos mandatos dos membros do colegiado e da Comissão Executiva Nacional.

Previsto para acontecer no próximo mês de outubro, agora o congresso será realizado somente nos dias 1,2 e 3 de março de 2018. A manobra é vista por setores do PSB como um sinal de que os socialistas de Pernambuco, que controlam a legenda atualmente, não sentiram firmeza de que levariam a melhor e acharam por bem adiar esse que é o maior fórum de deliberação partidária.

Pernambuco X São Paulo

Há uma disputa entre os estados de São Paulo e Pernambuco pelo controle nacional do PSB. O vice-prefeito paulista Márcio França é favorito para presidente da partido e isso pode explicar o adiamento do Congresso.

Ocorre que em março de 2018, França muito provavelmente deve assumir o governo de São Paulo porque o governador Geraldo Alckimin (PSDB) se afastará do cargo para percorrer o país como pré-candidato a presidente da República, o que fortalecerá ainda mais o socialista. Ou seja, adiar o Congresso Nacional do PSB para o ano que vem pode ter sido um tiro no pé da atual direção do partido.

Com consequências diretas na sucessão do governador Flávio Dino.

Mas isso é assunto para outra postagem…